A Identidade Indigena
Os indígenas sofreram muito em todo o decorrer da história, sendo presos injustamente e sendo até escravizados, também como i preconceito e os olhares maldosos das pessoas.
Em 1969 a 1973 havia um reformatório chamado Krenak, funcionava como uma prisão para os indígenas que haviam ido contra a lei, mas pela realidade muitos que estavam ali só estava lutando pelos seus direitos e contra as atitudes cruéis dos militares, nesse reformatório eram utilizados formas de violência como a tortura física e psicológica, trabalho forçado e a expulsão de suas terras, todas essas agressões produziram desarticulação intensa na cultura do povo krenak como a espiritualidade, a língua, a terra, a concepção de humanidade e o pertencimento à terra, causando uma traumatizarão psicossocial coletiva.
O povo Xavante desde 1950 passou por grandes mudanças traumáticas, a remoção de suas terras desestruturou completamente o modo de vida, assim como o genocídio, ocorreram mortes coletivas e o enterro era feito em vala comum, o que causa um sofrimento e dano psicológico ainda maior a esse povo. A retirada desse povo de suas terras era vista como civilização, mas eram utilizadas em forma de escravidão, fome, doenças e luta pela sobrevivência, esse processo de "civilização" se agravou com o confinamento e a escravização ficou ainda maior na eliminação de pessoas, o que gerou novamente um traumatizarão psicossocial coletiva.
O ponto principal desse processo de remoção foi o desenraizamento dos indígenas. Com a remoção eles foram tirados de seus territórios e deixados em outro desconhecido, passando por uma grande humilhação.
Já em 2007 a Assembleia Geral das Nações Unidas, estabeleceu direitos mínimos para sobrevivência, dignidade, bem-estar, autodeterminação, terras próprias, recursos, educação, cultura e saúde dos povos indígenas.
Existem aproximadamente 370 milhões de indígenas em mais de 90 países ao redor do mundo vivendo tradições únicas e perpetuam características sociais, culturais, econômicas e políticas distintas das sociedades nas quais estão inseridos.
Diante disso, o CRP de SP se coloca na linha de frente pela luta dos povos indígenas, pela promoção de políticas públicas urgentes, como a demarcação de terras e valorização de suas culturas para que retratem a intersecção entre Psicologia e Povos Indígenas.
Para mais informações acessem os artigos disponíveis nos links abaixo:
https://site.cfp.org.br/brasil-nao-tem-muito-a-comemorar-em-9-de-agosto/
https://www.crpsp.org/noticia/view/2507/dia-dos-povos-indigenas-desafios-e-luta-por-diretos